Calendário da Diversidade da PROEXT/UFAM - Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
No dia 11 de fevereiro, o Calendário da Diversidade da PROEXT/UFAM celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi oficialmente instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 22 de dezembro de 2015, para reafirmar que ciência se constrói com equidade de gênero e com o protagonismo de mulheres. Contudo, para além de um marco institucional, essa celebração é resultado de processos históricos de luta e resistência de mulheres em distintos contextos sociais, políticos e culturais, que reivindicam reconhecimento, respeito e justiça de gênero.
Nesse sentido, mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência constitui um espaço de reflexão crítica, memória coletiva e mobilização social, com o propósito de defender e fortalecer políticas afirmativas voltadas à ampliação da presença, valorização, visibilidade e atuação de mulheres e meninas na ciência, bem como à problematização dos desafios enfrentados nos espaços acadêmicos historicamente hegemonizados, que tendem a silenciar outras formas de reconhecimento e produção de conhecimentos.
O Departamento de Políticas Afirmativas da PROEXT/UFAM destaca a relevância dessa data ao reconhecer que a UFAM é uma instituição construída e sustentada pela diversidade. Nesse contexto, mulheres e meninas são sujeitos fundantes desse espaço, com seus diferentes corpos-memórias-territórios, contribuindo com múltiplas experiências, conhecimentos e perspectivas.
Na extensão, destacamos as diversas iniciativas que valorizam e incentivam a participação feminina na ciência. Entre elas, a Casa da Física, coordenada pela física Daniela Menegon (ICE); a Jornada Ada Lovelace Day no ICET, com oficinas para meninas realizadas pela física Silvina Martinez do ICET; o projeto Mulheres que Codificam o Futuro, conduzido pela matemática Inês Padilha (ICE) junto às Caboclas Kirimbaua Auaté; e o Cunhantã Digital, coordenado pela cientista da computação Fabíola Nakamura (ICOMP).
A presença de mulheres e meninas na ciência contribui para a construção de uma sociedade comprometida com a equidade de gênero, na qual a universidade assume papel ativo na consolidação de uma trajetória plural, inclusiva e transformadora.