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Seminário de Acolhimento marca início do Módulo V da Licenciatura Indígena na Ufam

  • Publicado: Quarta, 18 de Março de 2026, 10h25
  • Última atualização em Quarta, 18 de Março de 2026, 10h30

Evento reúne estudantes do Baixo Amazonas e reforça protagonismo indígena na formação acadêmica intercultural

 

O Centro Acadêmico de Formação de Professores Indígenas (CAFPI), da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizou, na manhã da última segunda-feira, o Seminário de Acolhimento da turma do Baixo Amazonas – Módulo V, do curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas.

O encontro ocorreu no Centro de Convivência (CDC) do Campus universitário de Manaus, no Setor Norte da Ufam, e marcou o início das atividades acadêmicas nas áreas específicas de formação: Ciências Humanas e Sociais, Linguagens e Ciências da Natureza.

A programação contou com credenciamento, atividade cultural com representantes indígenas, e apresentações de dança — além de mesa solene de abertura, com o tema “Protagonismo e Escolha: Trilhas da Formação Específica e do Estágio Intercultural”.

Além de professores e lideranças indígenas, estiveram presentes no evento a Reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner; o Vice-Reitor, professor Geone Maia; a Pró-Reitora de Extensão, professora Flávia Melo; a diretora do Departamento de Políticas Afirmativas (DPA), professora Danielle Gonzaga; o diretor da Faced, professor Cláudio Gomes e o presidente do Centro Acadêmico de Formação de Professores Indígenas, Jonas Tikuna.

Durante o evento, estudantes que deixaram seus territórios para ingressar na universidade foram acolhidos em um espaço de troca de saberes, onde o conhecimento científico dialoga com o etnoconhecimento dos povos indígenas, fortalecendo identidades, culturas e territórios.

A reitora Tanara Lauschner evidenciou o compromisso da Instituição com as políticas de inclusão e fortalecimento da educação intercultural.

"Nós promovemos este encontro com a intenção de apresentar tudo o que a gestão já está fazendo em prol da permanência dos nossos estudantes indígenas na nossa universidade, para que isso seja uma realidade. Falamos da Cuidoteca, do Campus em São Gabriel da Cachoeira. Queremos que a universidade seja um espaço de acolhimento para todos e principalmente para o movimento indígena", considerou a reitora.

Em seu discurso, a pró-reitora de Extensão, Flávia Melo, também fez questão de mencionar os avanços para a implantação do novo campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira. Entre as medidas, destacou que o próximo concurso público para docentes contará com a reserva de 50% das vagas para professores indígenas, uma iniciativa que dialoga diretamente com a formação promovida pela universidade. Nesse contexto, reforçou que os egressos da FPI estarão plenamente qualificados para disputar essas oportunidades, consolidando um ciclo formativo que retorna aos próprios territórios.

Na mesma direção, a diretora do DPA/Proext, Danielle Gonzaga, indígena da etnia Munduruku, destacou a importância da universidade na promoção do protagonismo indígena e na construção de políticas que garantam acesso, permanência e valorização dos estudantes.

"Estamos vivendo um momento histórico, que é o momento de protagonismo dos povos indígenas que conta com a estrutura da universidade, o que é marcante dado que sempre estiveram na linha de frente. Vale ressaltar que este é um movimento que dialoga com as várias especificidades desses povos, respeitando a governança e entendendo que o ensino superior faz parte das demandas", frisou.

O evento também contou com a presença de docentes que contribuíram historicamente com a consolidação do curso, como a professora aposentada Rosa Helena Dias, que ressaltou a trajetória da licenciatura e a formação de novos professores indígenas.

"Tenho o sentimento de alegria e satisfação de chegarmos hoje e vermos que o que idealizamos, hoje, é uma realidade. Esse movimento foi iniciado pelo povo Mura, de Autazes, em colaboração com a Faculdade de Educação (Faced). Eu, particularmente, acompanho esse movimento de formação indígena desde 1989. Então, são acontecimentos que se somando, denotam o fortalecimento de políticas públicas que vão além da interculturalidade, é um diálogo entre ciências, ou seja, uma intercientificidade", explicou.

Entre os participantes, estava o educador indígena Gileandro Barbosa, da etnia Guarani-Kaiowá, o primeiro professor indígena concursado pela Ufam. Emocionado, ele destacou a responsabilidade e o simbolismo de atuar como docente na universidade, representando um marco na presença indígena no ensino superior.

"Além de um marco para a história da nossa Universidade na perspectiva da representatividade, eu ocupo a vaga que foi do professor Gersem Baniwa, que em muito colaborou e levou a nossa cultura para o mundo, apresentando os nossos anseios e provações. Juntos, certamente teremos mais espaço para sermos ouvidos", disse.

Sobre a Licenciatura - Criado em 2007, o curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas da Ufam é vinculado à Faculdade de Educação (Faced) e foi a primeira Licenciatura Intercultural Indígena específica ofertada pela instituição, consolidando-se como referência na formação de educadores comprometidos com a valorização dos saberes tradicionais e a diversidade cultural amazônica.

Exibindo FOTO SEMINÁRIO DE ACOLHIMENTO DA LICENCIATURA INDÍGENA.jpeg

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