Saberes que resistem: UFAM abre espaço para diálogo entre ciência e ancestralidade indígena
Atividade reúne lideranças indígenas em Manaus para debater epistemologias, territorialidade e a construção de uma ciência plural e intercultural
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) promove no próximo dia 16 de abril, em Manaus, a atividade “Ciências Indígenas e Memória Ancestral”, iniciativa que integra o calendário institucional voltado à valorização da diversidade cultural e dos saberes tradicionais. O encontro será realizado na Avenida Ramos Ferreira, nº 1036, no Centro, com início às 13h15, com cantos de abertura, seguidos da mesa institucional às 13h30. A ação conta com o apoio do Departamento de Políticas Afirmativas (DPA) da PROEXT.
A programação propõe um espaço de escuta, diálogo e reflexão sobre epistemologias indígenas e seus modos próprios de produção de conhecimento, reafirmando o papel das universidades públicas na construção de uma ciência plural, intercultural e socialmente referenciada. A mediação da primeira mesa é conduzida por Alva Rosa Tukano, com a participação de João Paulo Tukano e Jéssica Sateré-Mawé, que vão abordar o tema “Propriedades intelectuais e epistemologias indígenas: o que nos orienta a ciência indígena?”.
Na sequência, o debate avança para as relações entre territorialidade, ancestralidade e meio ambiente, com a mesa “As digitais da Amazônia e a amizade entre povos, plantas, terra e água: o parentesco indígena para o fortalecimento e afirmação do território”. A atividade contará com mediação de Gileandro Kaiowá e participação de Cisnea Desana e Izabel Munduruku, ampliando o diálogo sobre práticas de cuidado, pertencimento e resistência dos povos originários.