PROEXT promove instalação do Banco Vermelho como símbolo de combate ao feminicídio

Por meio de ação da PROEXT, UFAM passa a integrar mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher e convida unidades acadêmicas a aderirem à iniciativa
A Pró-Reitoria de Extensão da Ufam (PROEXT) deu mais um passo no fortalecimento de políticas institucionais voltadas à prevenção da violência de gênero. A iniciativa inaugurou dois Bancos Vermelhos no campus universitário sediado em Manaus, em adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.
O evento aconteceu na última segunda-feira. Os bancos foram instalados em dois pontos simbólicos da instituição: o Centro de Convivência (CDC) e a Reitoria. Mais do que um elemento do mobiliário urbano, o Banco Vermelho constitui um marco de memória, conscientização e alerta público sobre a gravidade da violência contra as mulheres, convidando a comunidade acadêmica e a sociedade a refletirem sobre a urgência do enfrentamento a esse problema social.

O Banco Vermelho traz informações adicionais sobre o Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, por meio de cartazes e um QR-Code.
Durante a cerimônia de inauguração, a pró-reitora de Extensão, Flávia Melo, destacou a importância da adesão da universidade a iniciativas que promovem a conscientização e o engajamento coletivo na defesa dos direitos das mulheres.
“Estamos aqui para nos manifestar contra a violência contra as mulheres. Não queremos que elas continuem sendo mortas, violadas e violentadas, muitas vezes dentro de suas próprias casas, onde ainda ocorre a maior parte desses crimes, mas também em qualquer outro espaço por onde circulamos. Queremos ser livres e viver com segurança em nossas casas, nas ruas, nas festas, independentemente da roupa que usamos. E queremos que a universidade também seja um lugar de acolhimento, proteção e respeito para todas as mulheres”, considerou a gestora da PROEXT.
A reitora da UFAM, professora Tanara Lauschner, também ressaltou o significado simbólico da ação e a responsabilidade das instituições públicas de ensino superior na promoção de uma cultura de respeito, equidade e proteção à vida.
“Esse coletivo que reúne mulheres e povos indígenas e que surge da necessidade de enfrentar as diferentes formas de violência que ainda persistem dentro das universidades e na sociedade. Quando levantamos a voz das mulheres, estamos defendendo que a universidade também pratique essa democracia no cotidiano”, frisou.
E continuou: “A reunião de hoje demonstra uma ação concreta contra o feminicídio, mas esse posicionamento precisa ser permanente. A violência contra a mulher assume muitas formas e atinge diferentes grupos, inclusive mulheres indígenas e populações historicamente vulnerabilizadas. Como universidade pública, temos a responsabilidade de enfrentar essas viol~enicas com o apoio de toda a comunidade universitária”.
O evento reuniu representantes de diversas pró-reitorias da universidade, que se somaram à proposta da PROEXT de fortalecer o papel do espaço universitário como ambiente comprometido com a promoção dos direitos humanos e com o enfrentamento à violência de gênero.
A ação integra um conjunto mais amplo de atividades de sensibilização e educação desenvolvidas pela UFAM e outras universidades públicas brasileiras, que buscam fortalecer o compromisso institucional com a promoção da dignidade humana e com a construção de uma universidade cada vez mais justa, segura e socialmente responsável.

Com isso, a PROEXT espera mobilizar as demais unidades acadêmicas, dentro e fora da sede (Manaus) a aderir a esta campanha de mobilização, implantando mais bancos vermelhos em seus espaços institucionais, tendo alunos (as), técnicos (as), professores (as)/pesquisadores (as) como multiplicadores e multiplicadoras.
Então, se você pretende fazer parte dessa corrente de enfrentamento, nos ajudando a disseminar informação qualificada para fortalecer esta rede de proteção contra o feminicídio, acesse o manual da PROEXT, confirme sua adesão e marque o perfil da PROEXT no Instagram. E se tiver interesse, adquira nossa camisa temática.
Mais sobre o assunto
Os dados mostram que o tema permanece urgente. No Amazonas, os registros de violência contra mulheres apresentaram crescimento significativo nos últimos anos. De acordo com o relatório “Elas Vivem: A Urgência da Vida”, o estado registrou um aumento de 69,4% nos casos de violência contra mulheres, passando de 604 registros em 2024 para 1.023 em 2025.
Nos bancos instalados na UFAM, há um QR-Code para as pessoas acessarem mais informações sobre o Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, além de placas informativas que orientam sobre canais de apoio às vítimas. O Ligue 180, por exemplo, oferece atendimento gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia em todo o país. O serviço presta escuta qualificada, orienta sobre direitos e encaminha denúncias aos órgãos competentes.