PROEXT realiza live sobre autismo
O evento integra o Calendário da Diversidade e discute inclusão e neurodiversidade no ambiente educacional.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Departamento de Políticas Afirmativas (DPA), da Pró-Reitoria de Extensão (Proext), promove, no dia 2 de abril, às 16h (horário de Manaus), a live “Precisamos falar sobre o autismo”. A atividade será transmitida pelo perfil da TV Ufam no Instagram (@tv_ufam) e, posteriormente, disponibilizada no canal oficial da emissora no YouTube, ampliando o acesso ao conteúdo para a comunidade acadêmica e o público externo.
A live integra a programação da Live da Diversidade, iniciativa do DPA/Proext voltada à criação de espaços permanentes de diálogo, escuta e reflexão no âmbito universitário. Realizada mensalmente, a ação compõe o Calendário da Diversidade da Ufam e se consolida como estratégia institucional para ampliar o debate sobre temas relacionados aos direitos humanos, à inclusão social e à valorização das diferenças. A proposta também se articula ao projeto Proext na Rede, que conecta ações extensionistas e promove a circulação de conhecimentos produzidos na universidade.
Data reforça visibilidade e conscientização
A escolha do dia 2 de abril está alinhada ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, marco internacional voltado à promoção da informação, do respeito e da inclusão de pessoas no espectro autista. A iniciativa também dialoga com o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, ampliando o debate sobre a neurodiversidade. Segundo a diretora do DPA, Danielle Gonzaga, a proposta é dar visibilidade a essas pautas dentro da universidade, incentivando a produção de conhecimento e o desenvolvimento de práticas mais inclusivas.
Especialistas abordam desafios no contexto educacional
A programação conta com a participação da professora Iolete Ribeiro, da Faculdade de Psicologia (Fapsi/Ufam), que atua com pesquisas na área da neurodivergência, e da professora Regina Oliveira, docente da educação básica da Seduc/AM e discente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/Ufam). Durante a live, as convidadas vão discutir sobre os desafios relacionados à inclusão de pessoas autistas, com ênfase no contexto educacional, abordando práticas pedagógicas, acessibilidade e estratégias de enfrentamento.
Mais sobre o assunto
O psicólogo e servidor da Ufam, Ricardo Oliveira, explica que o conceito de neurodivergência refere-se a diferentes formas de funcionamento cerebral, envolvendo indivíduos que pensam, sentem e percebem o mundo de maneira distinta, como pessoas com transtorno do espectro autista e outros transtornos do neurodesenvolvimento. Já a neurodiversidade, segundo ele, é um termo mais amplo, que engloba a variação natural entre todos os cérebros humanos, influenciada por fatores genéticos, socioculturais e pelas experiências de vida. Nesse contexto, a caracterização de um transtorno depende, sobretudo, das dificuldades enfrentadas nas interações sociais e nas vivências cotidianas. Ao abordar a realidade educacional, o psicólogo destaca que o sistema de ensino brasileiro ainda precisa avançar na inclusão de estudantes neurodivergentes. Na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), iniciativas têm sido desenvolvidas por meio do Núcleo de Acessibilidade e Permanência (NAP), responsável por promover suporte a essas pessoas na Ufam. O NAP funciona desde outubro de 2025 e está localizado no Centro de Convivência da universidade. O núcleo conta com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo, assistente social e engenheiro civil, atuando tanto no acompanhamento psicopedagógico de estudantes, especialmente, aqueles com transtorno do espectro autista, quanto na orientação a docentes sobre estratégias de ensino e avaliação mais inclusivas, suporte psicológico ao TAEs, além do mapeamento de barreiras arquitetônicas no campus.