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Mostra alusiva aos 21 anos da TV UFAM inicia no Museu Amazônico

  • Publicado: Quinta, 02 de Julho de 2026, 08h27
  • Última atualização em Quinta, 02 de Julho de 2026, 08h41

Exposição valoriza a memória da televisão universitária, a comunicação pública e a trajetória da produção audiovisual da Universidade Federal do Amazonas


O Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recebe a mostra comemorativa pelos 21 anos da TV UFAM, um desdobramento das atividades comemorativas iniciadas em março deste ano (UFAM EM PAUTA: EVENTO DE ANIVERSÁRIO DA TV UFAM), em uma programação que reúne memória, comunicação pública, extensão, cultura e educação.A iniciativa é realizada em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão (Proext), por meio do Departamento de Cultura e Produção de Imagem (DCPI), responsável pela TV UFAM, e propõe ao público uma imersão na história da televisão universitária a partir de equipamentos, registros, narrativas e experiências que marcaram diferentes fases da produção audiovisual na instituição.

Mais do que apresentar equipamentos antigos, a exposição convida o público a refletir sobre a evolução tecnológica, o papel da TV universitária e a importância da comunicação pública na aproximação entre universidade e sociedade. Câmeras, fitas, equipamentos de edição, videocassete, mesa geradora de caracteres e outros dispositivos integram o percurso expositivo, permitindo observar como a produção televisiva passou por transformações profundas ao longo das últimas décadas.

O diretor do DCPI, Gleilson Medins, destacou que a parceria entre o Museu Amazônico e a TV UFAM é especialmente significativa por reunir duas instituições diretamente ligadas à memória, aos registros históricos e à construção de narrativas sobre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo ele, a mostra permite olhar para os equipamentos e documentos do passado não apenas como objetos técnicos, mas como parte viva da história da comunicação pública universitária.

Ele também ressaltou que a TV UFAM é um patrimônio da universidade e da sociedade amazonense, por sua contribuição na difusão do conhecimento, da cultura, da ciência e das ações de extensão. Para o diretor, a exposição dos 21 anos da emissora “reafirma a importância de tornar visível aquilo que a universidade produz e de aproximar ainda mais a comunicação pública dos diferentes públicos e territórios sociais”.

O diretor do Museu Amazônico, Rodrigo Reis, destacou que a realização da mostra comemorativa pelos 21 anos da TV UFAM reforça o papel do museu como espaço de memória, diálogo, extensão e difusão do conhecimento produzido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo ele, ao receber a exposição, o Museu Amazônico reafirma sua vocação de aproximar a universidade da sociedade, criando pontes entre a produção acadêmica, a comunicação pública, a cultura e os diferentes públicos que circulam pelo Centro Histórico de Manaus.

Para o diretor, a parceria com a TV UFAM e com a Pró-Reitoria de Extensão (Proext) amplia as possibilidades de uso do museu como ambiente vivo de formação, encontro e valorização da história institucional. Ele ressaltou que o espaço está aberto para acolher ações, projetos e atividades que contribuam para tornar mais visível a presença da Ufam na cidade e fortalecer o diálogo entre conhecimento científico, memória e território.

“Essa parceria é muito importante porque abre o Museu Amazônico para ações que dialogam com a memória, com a extensão e com a difusão do conhecimento. O museu é um espaço da Ufam no Centro Histórico de Manaus e está de portas abertas para receber iniciativas que aproximem a universidade da sociedade, valorizem sua história e ampliem o acesso da população ao conhecimento produzido pela instituição”, afirmou.

A Pró-Reitora de Extensão da Ufam, professora Flávia Melo, destacou que a exposição cumpre uma tarefa fundamental ao contribuir para a organização, a preservação e o compartilhamento da memória institucional da Ufam. Segundo ela, ao reunir equipamentos, registros e narrativas sobre a trajetória da TV UFAM, a exposição ajuda a reconstruir histórias e a tornar visíveis processos, pessoas e tecnologias que fazem parte da comunicação pública universitária.

Na avaliação de Flávia Melo, a mostra tem ainda uma dimensão educativa importante, especialmente para as novas gerações, que cresceram em um contexto marcado por telas digitais, celulares e aplicativos. Ao entrar em contato com câmeras, fitas, equipamentos de captação e dispositivos de edição de outros períodos, crianças, estudantes e visitantes podem compreender como as imagens eram produzidas, registradas, transmitidas e preservadas antes da consolidação das tecnologias atuais.

“Essa é uma tarefa muito importante: reconstruir, identificar e preservar uma parte da nossa memória institucional”, ressaltou a gestora, ao destacar que a exposição permite reconhecer a contribuição da TV UFAM para a comunicação pública, para a extensão universitária e para a construção de vínculos entre a universidade e a sociedade amazonense.

 

 Da esquerda para a direita – Pró-Reitora de Extensão, Flávia Melo, diretor do DCPI, Gleilson Medins e o diretor do Museu Amazônico, Rodrigo Reis.

 

A exposição também evidencia os desafios de manter viva uma política de cultura e memória no Brasil, especialmente no ambiente universitário. Ao reunir objetos, relatos e atividades formativas, a mostra propõe uma reflexão sobre o tipo de herança que a universidade deseja preservar e transmitir à sociedade.

A exposição nasceu também do olhar atento de profissionais da própria TV UFAM sobre o acervo técnico acumulado ao longo dos anos. O técnico em Telecomunicações, Raimundo Moura, servidor da TV UFAM desde 2015, conta que a ideia surgiu quando a equipe observou os equipamentos e percebeu o potencial de apresentá-los ao público como parte da história da emissora.

Segundo ele, cada equipamento revela uma etapa da evolução tecnológica da televisão. Muitos dispositivos que antes tinham funções específicas foram, com o tempo, substituídos ou incorporados por tecnologias mais compactas e digitais. “Cada equipamento aqui tem sua função. A tecnologia foi conjugando esses equipamentos. A mesa geradora de caracteres, por exemplo, tinha a função de colocar legenda nos vídeos. Hoje os aplicativos fazem isso”, explicou Raimundo Moura.

Ele também observa que, atualmente, muitas funções antes distribuídas entre diferentes equipamentos podem ser realizadas por um único aparelho. “Hoje, o celular basicamente substitui um conjunto de equipamentos antigos. Um único aparelho faz aquilo que antes dependia de vários dispositivos”, completou.

 

Raimundo Moura atua no setor de transmissões ao vivo da TV UFAM. O profissional é o segundo servidor mais antigo da emissora.

 

Essa transformação tecnológica também aparece na fala de Renato Dib Rocha, diretor de Produção da TV UFAM, que atua na emissora há mais de 14 anos e acompanhou parte significativa da transição entre processos analógicos e digitais. Para ele, a exposição é também uma forma de reconhecer a experiência dos profissionais que operaram esses equipamentos e ajudaram a construir a história da TV.

Renato lembra que, em outros períodos, a rotina de produção televisiva exigia processos técnicos mais complexos, como direção de câmera em estúdio, operação de equipamentos analógicos e coordenação manual das imagens que iam ao ar. A digitalização alterou profundamente o modo de produzir, editar e transmitir conteúdo.

“Eu me sinto muito grato por tudo que vivi na TV UFAM. A gente pegou a época analógica, acompanhou processos de câmera, estúdio e transmissão, e viu a tecnologia avançar para o digital”, relatou Renato. Para ele, revisitar essa trajetória permite compreender o quanto a produção audiovisual mudou ao longo dos anos, mas também reforça a importância dos profissionais que participaram dessas transformações e tiveram que se reinventar em suas funções.

 

Como servidor mais antigo da emissora e com uma formação diversa no universo audiovisual, Renato já atuou em vários setores da TV UFAM.

 

A curadoria da exposição é assinada por Lucimery Ribeiro, museóloga do Museu Amazônico. Ela buscou organizar os equipamentos de forma a aproximar o público da experiência de produção televisiva. A proposta inclui ambientes que remetem aos espaços internos e externos da TV, permitindo que visitantes observem os objetos e compreendam suas funções no processo audiovisual.

Entre os itens que chamam atenção está o gerador de caracteres, equipamento utilizado para inserir legendas e informações nos vídeos. A curadoria também destaca a evolução dos formatos de gravação, com fitas maiores e modelos menores, além de câmeras e outros dispositivos que fizeram parte da rotina de produção.

 

Curadora da exposição, Lucimery Ribeiro, ao lado do diretor do DCPI, Gleilson Medins. A museóloga é a autora do tema e do roteiro da mostra comemorativa.

 

A exposição conta ainda com uma ambientação que simula um estúdio, com referências visuais à fachada da Ufam e do Museu Amazônico. A ideia é permitir que o público, especialmente estudantes e crianças, experimente simbolicamente o lugar de quem produz uma reportagem, criando uma aproximação mais lúdica e educativa com a história da televisão.

Ao reunir acervo técnico, memória institucional e atividades formativas, a mostra comemorativa dos 21 anos da TV UFAM reforça o papel da universidade pública como produtora de conhecimento, cultura e comunicação. A iniciativa também evidencia a importância de preservar registros que ajudam a contar não apenas a história de uma emissora, mas de uma comunidade universitária que se transforma com o tempo e segue comprometida com a sociedade amazonense.

Programação

A Cerimônia Oficial, alusiva à exposição “Da academia ao território: a TV UFAM na construção do debate público” acontece no dia 9 de julho, às 19h, no Museu Amazônico, com a presença da reitora da Ufam, Tanara Lauschner. 

No dia 10 de julho a exposição oferece à comunidade a Oficina “Construindo Narrativas Audiovisuais”, ministrada pelo jornalista e diretor da TV UFAM, Gleilson Medins, das 13h às 16h. A atividade propõe uma imersão nos processos de criação, estruturação e desenvolvimento de narrativas para o audiovisual, aproximando participantes das práticas que fazem parte da rotina da comunicação televisiva universitária.

No dia 17 de julho, acontece a Roda de Conversa “A Importância da TV Ufam para a Universidade e para a sociedade”, 13h às 16h, com mediação do jornalista e diretor de Programa da TV UFAM, Caio Pimenta. O encontro pretende promover reflexões sobre o papel da emissora na difusão do conhecimento, na valorização da produção acadêmica e na aproximação entre a universidade e a comunidade. A exposição encerra dia 24 de julho, às 16h30.

Participe e celebre conosco esta importante trajetória de comunicação, ciência, cultura e extensão.

 

 

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